Sobre retomadas e feijões

Todo dia ensaio retomar a atualização do blog. E todo dia acontece alguma coisa que me impede (incluir preguiça nessa lista de acontecimentos).

Mas aí eu tô numa fase TÃO de revisão de tudo que me comprometi a fazer pelo menos um pouco do que eu gosto de verdade. E, né, o que eu gosto de verdade é cozinhar e comer e, sempre que possível, compartilhar aqui.

 

Aprendendo a fazer feijão

Aprendi com muitos blogs, especialmente com a inspiradora Pat Feldman, que grãos devem ser deixados de molho. Não para cozinharem mais rápido, mas porque o molho ajuda a eliminar parte dos gases que, depois, vêm parar na nossa barrigota.

Então, sábado à tarde, eu coloquei meus feijõezinhos de molho em água e gotinhas de limão (aprendi que o meio tem que ser ácido). E assim eles ficaram até domingo às 12h, ou seja, bastaaaante tempo pra água ficar toda espumosa (nojinho) com a liberação dos tais gases que não fazem bem pro nosso sistema digestivo. Dessa vez, especificamente, fiz duas trocas de água pois estava bem nojinho. Mas já teve vezes de não precisar e a água sair limpinha. Enfim.

Na hora de levar pra panela de pressão, lavei bem pra sair tudo aquilo, coloquei água o suficiente para cobrir e dobrar a altura dos feijões na panela e, novamente, gotinhas de limão (para não manchar demais a panela, dondicasa!).

Claro que cozinha bem mais rápido, porque o grão já está super hidratado do molho. Mas mesmo assim foi uns 25 minutos após pegar pressão.

 

Refogado

Pro feijão em si, coloquei, azeite, alho e uma folhinha seca de louro numa panela pra refogar (e então a casa foi inundada por aquele cheiro maravilhoso de comida de mãe, que é puro amor).

Não usei cebola porque ia congelar o feijão e, às vezes, acho que o sabor dela acentua demais na comida congelada. Mas não tenho embasamento, só achômetro mesmo.

Aí coloquei uma concha do feijão cozido e amassei um pouco, no próprio refogado, com o fundo da concha mesmo. Isso é um segredinho pra tornar o caldo grosso e ainda mais saboroso.

Coloquei a quantidade de feijão cozido que desejava preparar, sal conforme nosso gosto e deixei apurar pra ficar aquele feijão cremoso e delícia que eu bem amo.

feijão

 

Sopa

Quando cozinho o feijão, aproveito para preparar também sopa dele, minha preferida. Então, bati com o mixer, dentro da própria panela de pressão, o restante do feijão cozido sem tempero.

Acrescentei mais água, porque estava bem grosso, já que não tenho o hábito de coar. Coloquei bastante alho e cebola desidratados (pelo mesmo motivo que expliquei acima), sal, várias folhinhas de espinafre que eu já tinha higienizadas, picadas e congeladas (dá aquele adianto, né?) e macarrão conchinha e cabelinho de anjo (pq dois? Pq eu queria limpar a despensa, hahahaha, e tinha dois restinhos lá, pedindo a ir pra panela).

Deixa o tempo de cozinhar bem o macarrão e, pronto, virou sopa sabor de infância.

 

sopa

 

Pronto, voltei. Agora meu coração tá quase tão quentinho quanto essa sopinha ❤

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Gordice boa

Poucas palavras: carne seca acebolada com mandioca cozinha. Gordice imperdível do Pé pra Fora, daqueles bares simples que encantam pelo sabor e bom preço. Confundo muuuuito com amor ❤

#pãocomovo feelings

pão com ovo

Tem coisa mais delícia que pão com ovo? Eu a-mo!

Esse aí de cima fiz sobre o pão de semolina (aquele dos frangassado da vida, sabe?) passadinho na frigideira com um pouco de manteiga (alô, jaca!).

Quando fritei o ovo, desfiz as gemas, pq tetesssto mole. E quando falo ‘fritei’, pelamor, é sem óleo, só aquele fiozinho de azeite na antiaderente ❤

Por cima, uma maionese de cebolas caramelizadas e alho da Heinz que descobrimos recentemente no supermercado e, olha, vale cada centavim e cada caloria.

#pãocomovo feelings, muito amor pela simplicidade ❤

Dica de restaurante com comida que é igual a abraço interno

Que eu confundo comida com amor, não preciso nem dizer, né?! ❤

Confort food, aquela comidinha que abraça por dentro, sabores afetivos. Tudo isso, pra mim, é alimentação, o que eu entendo por nutrição.

Nem sempre dá pra ser assim, nem sempre nosso humor e nossa vida nos permitem ser assim. Mas, quando dá, nham, é abraço interno total!

Tem um lugar em que eu almoço às vezes que é a definição disso tudo. O buffet do Mercado Apanã. Fica em Perdizes, em São Paulo/SP.

Os pratos são todos ovolactovegetarianos, ou seja, sem carne, mas com leite/queijo/derivados e ovos. E, sempre que disponíveis, feitos à base de ingredientes orgânicos.

apanã2Sempre tem uma sopinha de entrada, que, invariavelmente, me proporciona amor a cada colherada. Saborosa, quentinha, nutritiva.

Sabe quando, ao comer, você sente que está fazendo bem pro seu organismo? Então, é isso. Nesse dia da foto, era de batata com alho poró, perfeita! Um pãozinho integral e super bem temperadinho acompanha MUITO bem. Fora as sementes que ficam disponíveis pra enriquecer a refeição. Sempre coloco de girassol ou chia na sopa, adoro o crocantinho no meio da cremosidade ❤

Aí tem suco pra pedir à parte, duas opções diárias, sempre saudáveis, sem açúcar e saborosas. Nesse dia, pedi o de abacaxi com couve, tava tipo melado, só da fruta. Incrível!

apanã1

Olha que fofura a decoração simples e sobre comida de verdade, que eu tanto amo

 

E aí dá pra se fartar no buffet, com opções de saladas de verdade (sim, com cores e sabores, nada fake e forçado) e pratos quentes que em NADA deixam a desejar os tradicionais self-services a que a gente já se acostumou a ir nesse corre-corre dos dias úteis. Feijoada vegana, macarrão integral com legumes, pizza integral maravilhosa, bobó de legumes, vários pratos bacanas, que variam dia a dia.

Super barato pela qualidade oferecida, ainda mais agora com a opção de quilo (sopa cobra à parte). O preço fechado, que dá direito a servir-se quantas vezes desejar, inclusive de sopinha, é uns R$ 25.