Creme de abóbora com gorgonzola

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Rapidinho aqui porque algumas queridas pediram:

Cozinhe abóbora apenas na água. Usei duas embalagens de abóbora cabotia já descascada e picada porque habilidade pra isso descobri que não tenho 🙂

Quando estiver bem molinha (ou seja, desmanchando – leva uma meia hora no máximo, na panela comum), coloque no liquidificador com a própria água do cozimento. Vira um creme lindo!

À parte, na mesma panela que usou pra cozinhar, coloque uma colher de manteiga, meia cebola bem picadinha e refogue. Despeje o conteúdo do liquidificador neste refogado, mexa bem e ajuste a textura (se quiser mais cremoso, deixe apurar; se quiser mais ‘sopinha’, acrescente água ou leite e deixe ferver).

Depois de pronto, desligue o fogo, acrescente uma caixinha pequena de creme de leite e uma pecinha (daquelas de ~100g que vendem no supermercado já embaladinhas) de gorgonzola picadinho. Eis o creme mais confort e saboroso e quentinho e delícia da semana!

PS.: não usei sal pois o gorgonzola já é bem salgadinho, mas vale experimentar e adequar de acordo com seu paladar.

 

Paçoca de travessa

Cadê a carinha de vergonha pra postar aqui antes de começar esse post, depois de mil anos de abandono?

Sorry! Tarra de férias, depois descobri que logo confundirei papinha com amor (sim, tô grávida ❤ ), aí veio a falta de disposição em decorrência da gestação, e então a completa falta de tempo para meu bloguinho querido por causa do trabalho (haja hora extra 😦 ).

Mas tô aqui pra falar de comida e coisa boa (sinônimos). E então quero compartilhar a receita dessa sobremesa bem gordinha que preparei com carinho pro aniversário da minha mãe: a paçoca de travessa.

travessa de paçoca

Primeiro, vc prepara um creme desses bem básicos, com: 1 litro de leite, 4 colheres de maizena, 1 leite condensado, 4 gemas e 1 colher de baunilha. Não esquece de peneirar as gemas, pra não ficar com aquele cheirinho chato de ovo. Você leva ao fogo, mexendo sempre, até engrossar, e desliga. Ele não fica doce, mas acho ideal pois depois a paçoca fará essa função.

À parte, vc derrete 500g de chocolate meio amargo (eu faço no micro-ondas, picadinho leva menos de 2 minutos) e mistura a uma caixinha de creme de leite.

Pra montagem, vc precisa de uma travessa grande. Coloca metade do creme, metade do ~ganache~ que vc preparou acima (chocolate+creme de leite) e umas 10 paçocas quebradas à mão. Então, vc repete: creme, chocolate e paçoca. E fim! Mais fácil impossível, né?!

Fica bem mais gostoso se for bem gelado, então o legal é preparar com antecedência e deixar pelo menos umas 4 horas na geladeira. Mega calórico, mega abraço interno, facilmente confundível com amor ❤

#pãocomovo feelings

pão com ovo

Tem coisa mais delícia que pão com ovo? Eu a-mo!

Esse aí de cima fiz sobre o pão de semolina (aquele dos frangassado da vida, sabe?) passadinho na frigideira com um pouco de manteiga (alô, jaca!).

Quando fritei o ovo, desfiz as gemas, pq tetesssto mole. E quando falo ‘fritei’, pelamor, é sem óleo, só aquele fiozinho de azeite na antiaderente ❤

Por cima, uma maionese de cebolas caramelizadas e alho da Heinz que descobrimos recentemente no supermercado e, olha, vale cada centavim e cada caloria.

#pãocomovo feelings, muito amor pela simplicidade ❤

Brigadeiro de paçoca

Além do meu amor em forma de brigadeiro de gente grande, resolvi oferecer uma segunda opção pro aniversário do afilhadinho Ike: brigadeiro de copinho. Mas de paçoca ❤

Puro amor, já que eu e a cumadre amamos mindu e seus derivados. Acho que deu certo, adorei o resultado.

Quem quer saber como faz?

Um leite condensado, um creme de leite, oito paçocas, uma colher cheia de manteiga. Fogo baixinho, mexe até o ponto de brigadeiro mole e pronto. Mais fácil impossível. Depois de frio, já nos copinhos, quebrei paçocas irregularmente pra complementar.

Podia ter ficado um pouquiiinho menos doce, pro meu paladar. Na próxima vez, colocarei meio creme de leite a mais, depois de tirar do fogo.

Depois de testar, me conta please?

 

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Confundo festa infantil com amor. Confundo todas as comidinhas de festa infantil com amor.

Comida é presente?

Ultimamente, cozinho só pra mim. O que não é muuuuito animador. Acaba saindo qq sanduichinho. Se eu admito confundir comida com amor, é justamente pq gosto de cozinhar para o outro, como demonstração de afeto.
Comecei a pensar, então, que meus feitos, ainda que não profissionais, podem ser presentinhos carinhosos pra quem amo.
Caru e Beto, queridos que me acolheram tão amorosamente quando me mudei pra SP, fizeram aniversário e os presenteei com um cheesecake. Da receita que publiquei aqui, mudei pra algo mais tradicional, sem ser de chocolate branco. Botei papel manteiga na forma pq achei que seria mirim demais levar com o fundo da removível (como já fiz, hahhaha), mas ainda preciso aprender a cortar direitinho pra não ficar essa borda todestranha de papel.
Os amigos gostaram. E eu fiquei feliz em poder confundir assim ❤

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Brigadeiro de gente grande

Que eu amo comida, preciso nem comentar. Num nível que confundo com amor etc e tal. Até por isso, gosto (mesmo!) de tudo que é novo nesse universo. E aprecio, sim, ingredientes bons e que não subestimam o paladar de quem curte comer. Mas… daí a entrar nessa neura foodie, gourmet e o c*@#%&* de espuma, musseline, redução, gel e não sei mais o que, é uma ooooutra história. Tenho preguiça. Mesmo.

Mas voltando ao amor pela comida de verdade (e gostosa!), eu queria retomar minha admiração pelo brigadeiro. Vamos combinar que aquele amor conquistado nas festinhas infantis ficou perdido lá, quando achávamos que aquilo era chocolate? Quando fui apurando um pouquinho o paladar (adulta, ui) e mascando essas cousas açucaradas que nego nos enfia goela abaixo, foi ficando difícil. E os confeitos que nego jura ser cho-co-la-te? Socorrinho.

E então, depois de gastar pequenas fortunas nas tais brigaderias (preguiça idem dessas nomes gourmetizados, que fique registrado), resolvi que já tinha passado da hora de eu mesma me aventurar no meu próprio brigadeiro gourmet, que pela cafonice do termo (minha opinião apenas, ok? precisa concordar não), resolvi batizar de brigadeiro de gente grande. Não é amor? Eu achei! ❤

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Primeira paixonite? O parque de diversões chamado prateleira de chocolate belga Callebaut. Sim, é mais caro. Sim, soa pedante. Mas é esse ingrediente que faz a diferença. Pra uma pessoa xonadjinha na comida, isso aqui é paraíso. Se liga na variedade (sabores and cores, gente!) e na facilidade (tudo em pastilhas, pra não precisar ficar picando que nem louca) da prateleira de cima. Embaixo são os granulados, no caso chocolate de verdaaaaade! Muito ❤

Vamos à receita do tradicional?

Uma caixinha de creme de leite Nestlé, uma lata de leite condensado Nestlé, 50g de manteiga sem sal e 200g de chocolate meio amargo Callebaut.

Mistura tudo numa panela média de fundo grosso, antes mesmo de ligar o fogo. Aí, liga o fogo no mais baixinho que seu fogão permitir (é, isso mesmo). Aí mexe sem parar até dar o ponto, que é diferente do que a gente tá acostumada com aquele brigadeiro normalzão. Ele vai borbulhar devagar, depois borbulhar rápido, depois voltar a borbulhar devagar. Esse é o ponto: quando voltar a borbulhar devagar. Entendeu? Isso dá quase 25 minutos (lembrete importantérrimo: fogo baixérrimo). Aí você desliga o fogo, mexe mais um pouco pra deixar bem brilhante e coloca num bowl de vidro (levemente untado com manteiga sem sal) pra descansar, fora da geladeira, por umas 5 ou 6 horas.

Pra enrolar, nada de manteiga (muito menos margarina, socorro!) na mão. Água gelada e só. Maior descoberta da história, quase chorei de emoção (sou dessas). Passei nos splits Callebaut ao leite e em lâminas de amêndoas, mas as possibilidades são infinitas, tipo pistaches moídos (nham!), nozes, ovomaltine etc. Mal posso esperar para testar todos os outros sabores de brigadeiro e de cobertura.

Tudo pode ter parecido meiqui estranho e impositivo (tipo as marcas), mas juro que é uma receita fácil e deliciosa de um brigadeiro de gente grande inesquecível. Pra comer em casa, pra fazer pras festas de gente amada, pra dar de presente, pra vender e ficar ryka!

Faz e me conta como foi, please?

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Sou uma madrinha que confunde brigadeiro com amor e farei os bichinhos pro aniversário do Henrique e pro casamento do meu irmão. E estou mais do que feliz com isso, estou plena e realizada ❤

O primeiro cheesecake a gente nunca esquece

Hoje eu resolvi confundir receita nova com amor, experimentando fazer meu primeiro cheesecake. E não é que foi amor à primeira tentativa?

Amo cheesecake, mas nunca tinha feito. Não sei pq. Só sei que gamei nessa receita do cream cheese Philadelphia (mas, como sempre, adaptei pro meu gosto e pra minha realidade), corri no supermercado comprar tudo que não tinha em casa e eis-me aqui admirando o resultado (ainda muuuito passível de melhorias), toda orgulhosa ❤

geleiaPrimeiro, a geléia pra cobertura. Sim, fiz minha própria geléia de morango e, uau, que delícia. Eu tinha uma caixa de morangos congelados e levei eles ao fogo direto, sem descongelar, com uma xícara (chá) de açúcar (na próxima vez, vou tentar com menos açúcar, se vc tentar me conta o resultado, please) e suco de meio limão. Vai demorar, mas isso vai, sim, virar uma geléia. Tudo que você precisa ter: paciência. Tudo que você precisa fazer: mexer cuidadosamente, de vez em quandinho, pra não fazer lambança no fogão. Quando tiver bem grossa, com os morangos desfeitos, tá bom. Reserva pq vc vai precisar usar ela fria.

 

massa

Aí vamos pra massa: um pacote de bolacha maizena triturada (eu fiz na mão, mas originalmente deve-se triturar no liquidificador ou processador), 3 colheres (sopa) de manteiga sem sal derretida (15 segundinhos no micro-ondas) e uma colher (chá) de canela. Mistura até formar uma farofa e forra uma forma de aro removível (nessa receita acho ela fundamental, o cheesecake fica muuuito mais ❤ se desenformado). Leva ao forno por 5 a 10 minutinhos, só pra dar uma pré-assada nela. Deixa ela ali num cantinho.

 

Então vamos pro cheeeese: na batedeira, mistura 600g de cream cheese (usei light Polenghi, pq tarra na promoção – sou dessas) com uma xícara (chá) de açúcar e 3 ovos. Nessa parte eu tb mudaria uma coisa: bateria primeiro os ovos, pra aumentar bem o volume, e depois acrescentaria os demais. Achei que meu cheesecake ficou meio baixinho, meio tímido; poderia ter ficado mais altão. Enfim. À parte, levo ao fogo 1 xícara (chá) e meia de creme de leite fresco (sim, gente, tem que ser o fresco pra ir ao fogo tranquilamente) e uma barra (170g) de chocolate branco (usei Laka, nham!) picado. Mistura até o chocolate derreter e pronto. Mistura o conteúdo da panela com o conteúdo da batedeira e temos o recheião delícia.

Vamos montar? Pega a forma com a massinha pré-assada, despeja o recheio todo e leva ao forno (que já tava pré-aquecido quando a gente colocou a massa antes, lembra? eu nem desligo justamente pra isso) em 180-200 graus, marromenos, por 50 minutos. Aí você deixa esfriar um pouco, leva à geladeira por 3 horas marromenos, desenforma e coloca a geléia por cima.

x1 x2

Se alguém tiver uma receira diferentona de cheesecake ou se fizer esta, me conta? Eu confudirei fácil com amor.

 

Risoto de camarão e limão siciliano

Nham! Fiz um dos meus risotos preferidos pra receber uma das minhas pessoas preferidas da vida: minha amiga-irmã de infância (sim, a gente é amiga desde os 4 anos, pensa?!). É o de camarão com limão siciliano.

Como era pra um jantar no meio da semana, nao rolava exagerar. Era pra ser um jantarzinho e só. Então, fiz uma xícara (cheia) de arroz arbóreo. O processo é o mesmo que uso sempre, mas vou relembrar aqui (com esse detalhe de que foi uma porção pequena, para duas pessoas, sem repetições e gordices sem fim).

Começo colocando um litro de água para esquentar, neste caso com um caldo de legumes. Ele será o caldo do cozimento do nosso arroz.

Compro um saquinho de camarão limpo e cozido, congelado, que custa super baratinho. Nem sei quanto peso tem, mas é pouco, tipo, enche um bowl (daqueles de cereal, sabe?) e só. Então, na panela em que farei o risoto coloco um pouco de azeite, deixo esquentar bem e dou um sustinho nos camarões. É só pra grelhar e tirar. Reservo ele e começo o passo-a-passo básico do risoto: meia cebola pequena picadinha, refoga; uma xícara de arroz arbóreo, refoga; meia xícara de vinho branco, evapora o álcool. E começamos a acrescentar o caldo (que tá quentinho lá na outra panela, lembra?) aos poucos, sempre mexendo o arroz para cozinhá-lo por igual.

Quando ele estiver no ponto (= cozido, mas durinho, sem ser farinhento) e sem caldo (nada de arroz boiando na água, só aquela cremosidade <3), volto os camarões grelhadinhos, uma colher (generosa) de manteiga, uns 100g de parmesão e mexo bem. Desligo e acrescento um pouquinho (tipo uma, duas colheres) de suco de limão siciliano e raspas dele. Perfume maravilhoso invade a cozinha e, tchanan, temos um jantar à altura da convidada, o puro abraço interno <3.

 

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PS: Esse da foto é de uma outra vez que fiz, que inclui palmito (tão bom quanto).

É que no jantar desta terça não rolou tempo pra foto, só pra conversas e risadas e amô!