Kibe de forno

Receita coringa, fácil, que dificilmente não agrada. Não precisa de ingredientes mirabolantes, nem de técnicas, nem de tempo. Kibe de forno recheado, bem confundível com amor.

Primeiro passo é colocar o trigo de kibe para hidratar. Ele precisa de uma a duas horas nesse processo, mas é o tempo entre vc chegar do trabalho e colocá-lo logo num bowl com água (até cobri-lo e só, não mais que isso) e então colocar uma roupa na máquina, checar o facebook, lavar uma salada e preparar a receita. Passa rapidjim.

Pra essa receita, que resulta numa travessa média bem cheia, que serve fartamente quatro adultos, uso meio saquinho do trigo para kibe da Yoki e meio quilo de carne moída (2x na máquina), pode ser acém, paleta, patinho, a carne de sua preferência.

Sugiro preparar o recheio antes, é bem mais prático do que depois ter de lavar a mão pra isso. Eu uso duas a três cebolas em fatias finas, dois a três tomates picadinhos e azeitonas picadas (verde e preta, se tiver). Coloco numa panela com azeite, sal, pimenta do reino e deixo a cebola murchar bem e está pronto nosso recheio, que na hora da montagem ainda será acrescido de algum queijo (muçarela fatiada, minas em cubinhos, o que vc tiver na geladeira).kibe recheio

Vamos ao preparo da ‘massa’ do kibe: num bowl (eu uso o mesmo em que o trigo estava hidratando, moooorro de preguiça de muita louça), coloco uma cebola grande bem picadinha, duas colheres (sopa) de alho bem picadinho, duas a três colheres (sopa) de margarina ou manteiga, sal a gosto, pimenta a gosto, hortelã fresco picadinho (eu uso umas 10 a 15 folhinhas, mas isso é bem pessoal) e a carne moída.

 

kibe preparo

Com o trigo hidratadinho (não precisa escorrer a água, porque se você tiver colocado só o suficiente para molhá-lo por completo, ele estará apenas úmido agora. e não encharcado), você mistura ele ao preparo acima e mexe bem. Com a mão. É, tem amores que precisam ser transmitidos assim, com a mão na massa (ahvá) e no kibe de forno essa parte do preparo é bem importante. Ele precisa virar uma massa bem uniforme, assimquinem na foto:

kibe pronto

Unto um refratário médio com um fio de azeite, distribuo metade da massa do kibe, coloco o refogadinho como recheio, o queijo, a outra metade da massa e pronto. Pode colocar um pouquinho de margarina ou manteiga em cima de tudo, pra ficar bem molhadinho. Meia hora de forno médio com papel alumínio, depois quinze a vinte minutos sem o alumínio (depende do seu forno).

Com um arroz e uma salada, temos uma refeição delícia e caseirésima.

 

Nunca lembro de fazer foto dele pronto, sempre confundo com amor antes. Se você fizer, me manda a foto pls? Prometo publicar ❤

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Habib, fiz homus em casa e acho que venci na vida!

Sou dessas que acha que, porque fez em casa uma receita que até então só tinha comido em restaurante, venceu na vida. Brinks, mas é que tô feliz de verdade que testei e deu certo esse homus.

Assim ó: comprei um pacotinho daquele de 500g de grão de bico seco (acho que é Yoki) e coloquei metade dele de molho na água filtrada, de um dia pro outro. Ou seja, o bichinho ficou lá na água por umas 12 horas.

Depois, descartei essa água do molho e coloquei ele pra cozinhar em uma água limpinha por uns 20 minutos (li que ele tem que estar cozido, macio, mas não molegato, e segui esse critério).

Aí coloquei quase uma xícara dessa água do cozimento no liquidificador e o restante joguei fora, enquanto fui lavando o grão de bico cozido, esfregando uns nos outros pra casquinha dele ir soltando. Pq? Pq dizem que é essa casquinha que é indigesta e, pior, dá pum.Noooobody deserves. 

Depois da maioria das casquinhas terem dado tchau, joguei os grãos de bico lá no liqui também.

(Aliáaas, parênteses da ostentação aqui: ganhei o liquidificador mais lindo da liquidificadorlândia, um oferencimento das lhindas Ju e Re, compadecidas de minha pobreza and necessidade. Brigada de novo, queridas.)

No liqui, também foram: umas duas colheradas generosas de tahine, uns três dentes de alho (apenas descascados), meia xícara de azeite (do bom), 1/4 de cebola (na receita não vai, mas o homus era meu e eu quis – tipo criança-a-bola-é-minha), sal, noz-moscada (nham! amo) e pimenta síria. Ao bater, achei que tava grosso demais e sem problemas, só colocar um pouquinho de água filtrada e/ou azeite.

À parte, eu também tinha deixado de molho na água um pouco (quase uma xícara) de gergelim. Vi no programa da Neka (Fome de Quê?) a receita dela pra Homus Vivo (todo esse lance de comida germinada) e achei bacana. Na hora de bater o homus, escorri a água do gergelim e bati também. Achei que tem tudo a ver 🙂

Gente, sérião. Nem deu pra ser modesta. Comi com pão sírio, com pão de forma integral, com palitinhos de cenoura, to comendo até agora. Muuuuuito bom. Tô de parabéns. Mintira, os árabes que inventaram a receita é que estão. Beijos, árabes ❤