Paçoca de travessa

Cadê a carinha de vergonha pra postar aqui antes de começar esse post, depois de mil anos de abandono?

Sorry! Tarra de férias, depois descobri que logo confundirei papinha com amor (sim, tô grávida ❤ ), aí veio a falta de disposição em decorrência da gestação, e então a completa falta de tempo para meu bloguinho querido por causa do trabalho (haja hora extra 😦 ).

Mas tô aqui pra falar de comida e coisa boa (sinônimos). E então quero compartilhar a receita dessa sobremesa bem gordinha que preparei com carinho pro aniversário da minha mãe: a paçoca de travessa.

travessa de paçoca

Primeiro, vc prepara um creme desses bem básicos, com: 1 litro de leite, 4 colheres de maizena, 1 leite condensado, 4 gemas e 1 colher de baunilha. Não esquece de peneirar as gemas, pra não ficar com aquele cheirinho chato de ovo. Você leva ao fogo, mexendo sempre, até engrossar, e desliga. Ele não fica doce, mas acho ideal pois depois a paçoca fará essa função.

À parte, vc derrete 500g de chocolate meio amargo (eu faço no micro-ondas, picadinho leva menos de 2 minutos) e mistura a uma caixinha de creme de leite.

Pra montagem, vc precisa de uma travessa grande. Coloca metade do creme, metade do ~ganache~ que vc preparou acima (chocolate+creme de leite) e umas 10 paçocas quebradas à mão. Então, vc repete: creme, chocolate e paçoca. E fim! Mais fácil impossível, né?!

Fica bem mais gostoso se for bem gelado, então o legal é preparar com antecedência e deixar pelo menos umas 4 horas na geladeira. Mega calórico, mega abraço interno, facilmente confundível com amor ❤

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Brigadeiro de gente grande

Que eu amo comida, preciso nem comentar. Num nível que confundo com amor etc e tal. Até por isso, gosto (mesmo!) de tudo que é novo nesse universo. E aprecio, sim, ingredientes bons e que não subestimam o paladar de quem curte comer. Mas… daí a entrar nessa neura foodie, gourmet e o c*@#%&* de espuma, musseline, redução, gel e não sei mais o que, é uma ooooutra história. Tenho preguiça. Mesmo.

Mas voltando ao amor pela comida de verdade (e gostosa!), eu queria retomar minha admiração pelo brigadeiro. Vamos combinar que aquele amor conquistado nas festinhas infantis ficou perdido lá, quando achávamos que aquilo era chocolate? Quando fui apurando um pouquinho o paladar (adulta, ui) e mascando essas cousas açucaradas que nego nos enfia goela abaixo, foi ficando difícil. E os confeitos que nego jura ser cho-co-la-te? Socorrinho.

E então, depois de gastar pequenas fortunas nas tais brigaderias (preguiça idem dessas nomes gourmetizados, que fique registrado), resolvi que já tinha passado da hora de eu mesma me aventurar no meu próprio brigadeiro gourmet, que pela cafonice do termo (minha opinião apenas, ok? precisa concordar não), resolvi batizar de brigadeiro de gente grande. Não é amor? Eu achei! ❤

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Primeira paixonite? O parque de diversões chamado prateleira de chocolate belga Callebaut. Sim, é mais caro. Sim, soa pedante. Mas é esse ingrediente que faz a diferença. Pra uma pessoa xonadjinha na comida, isso aqui é paraíso. Se liga na variedade (sabores and cores, gente!) e na facilidade (tudo em pastilhas, pra não precisar ficar picando que nem louca) da prateleira de cima. Embaixo são os granulados, no caso chocolate de verdaaaaade! Muito ❤

Vamos à receita do tradicional?

Uma caixinha de creme de leite Nestlé, uma lata de leite condensado Nestlé, 50g de manteiga sem sal e 200g de chocolate meio amargo Callebaut.

Mistura tudo numa panela média de fundo grosso, antes mesmo de ligar o fogo. Aí, liga o fogo no mais baixinho que seu fogão permitir (é, isso mesmo). Aí mexe sem parar até dar o ponto, que é diferente do que a gente tá acostumada com aquele brigadeiro normalzão. Ele vai borbulhar devagar, depois borbulhar rápido, depois voltar a borbulhar devagar. Esse é o ponto: quando voltar a borbulhar devagar. Entendeu? Isso dá quase 25 minutos (lembrete importantérrimo: fogo baixérrimo). Aí você desliga o fogo, mexe mais um pouco pra deixar bem brilhante e coloca num bowl de vidro (levemente untado com manteiga sem sal) pra descansar, fora da geladeira, por umas 5 ou 6 horas.

Pra enrolar, nada de manteiga (muito menos margarina, socorro!) na mão. Água gelada e só. Maior descoberta da história, quase chorei de emoção (sou dessas). Passei nos splits Callebaut ao leite e em lâminas de amêndoas, mas as possibilidades são infinitas, tipo pistaches moídos (nham!), nozes, ovomaltine etc. Mal posso esperar para testar todos os outros sabores de brigadeiro e de cobertura.

Tudo pode ter parecido meiqui estranho e impositivo (tipo as marcas), mas juro que é uma receita fácil e deliciosa de um brigadeiro de gente grande inesquecível. Pra comer em casa, pra fazer pras festas de gente amada, pra dar de presente, pra vender e ficar ryka!

Faz e me conta como foi, please?

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Sou uma madrinha que confunde brigadeiro com amor e farei os bichinhos pro aniversário do Henrique e pro casamento do meu irmão. E estou mais do que feliz com isso, estou plena e realizada ❤